segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Mais uma vez... Shinkansen

Eu tinha escrito algumas coisas no trem anterior, quando estávamos indo de Osaka para Kanazawa, mas por algum motivo, o post não salvou =( 
Não sei o que aconteceu, mas estou com um pouco de preguiça de escrever tudo de novo... Desde o último post, em Kyoto, nós fomos para Koyasan, Osaka e Kanazawa, e agora estamos a caminho de Tokyo. A parte de viagem mesmo acabou agora, e vamos ficar mais quietinhos lá por Tokyo. Isso é bom, pois estou um pouco cansada... Ficamos pouco tempo em muitos lugares, então foi bem cansativo! 

Koyasan era bem bonito! É uma montanha nas proximidades de Osaka. Para chegar lá pegamos dois trens e um cable car, para subir a montanha. A subida era tão inclinada que parecia uma montanha russa! A montanha estava branquinha, e estava muito frio! Fomos visitar um cemitério bem bonito na cidade, com túmulos muito antigos, e muitas histórias de terror relacionados a eles... Tinha um poço que dizem que se você não enxerga seu reflexo, você vai morrer nos próximos 3 anos... Fiquei com medo de olhar =P 


Mas junto com os túmulos antigos, tinha também alguns bem mais recentes, e que eram engraçados, porque estavam de algum modo relacionados com empresas... Talvez eram das famílias fundadoras? O mais engraçado era um túmulo que estava escrito yakult e tinha uma escultura com o formato da garrafinha de yakult em cima xD


Voltamos cedo para o hotel jantar nosso kaiseki vegetariano. Estava uma delícia! Os pontos altos form os tempuras de ume e de tomate cereja! Muito bom, temos que fazer aí no Brasil! Depois do jantar, vestimos nossos yukatas e fomos tomar banho de onsen. Que delícia! Estava tão quentinho, e foi tão relaxante! Tinha um banho externo, ao ar livre, que estava bem gostoso, porque não fica tão quente quanto o interno. Fomos dormir cedo. 



No dia seguinte, fomos assistir a cerimônia dos monges do templo, às 6 horas da manhã. A cerimônia até que foi legal, mas estava frio demais! O templo não tem aquecimento interno, só nos quartos. Então esta a frio e gelado demais! Fiquei um pouco traumatizada com o frio. Mesmo com todas as nossas roupas de inverno, continuava frio... Depois da cerimônia, sentei na frente do aquecedor e não saí mais. 


Nesse dia fomos para Osaka. Osaka é completamente diferente de Kyoto. É uma cidade grande, basicamente, fomos para as áreas comerciais olhar as lojas e procurar coisas deliciosas para comer. Uma pessoa pode morar uma vida inteira em Osaka sem dar conta de todos os bares e restaurantes que tem por lá! E cada coisa gostosa... Logo que chegamos comemos um okonomiyaki, Osaka style. Estava tão bom! As pessoas em Osaka também são muito simpáticas. Em todos os lugares as pessoas foram gentis com a gente, a gente ganhou até alguns presentinhos como chocolate e mikan. Fomos em muitos bares, e comemos comida deliciosa. Encontramos várias lojas bonitinhas e interessantes! Foram dois dias bem urbanos. Vamos ver como será quando comparado com Tokyo! O lado ruim é que tinha muuuuuita gente em quase todo lugar que a gente ia! Em Umeda estava impossível embaixo da terra, e o dia estava super chuvoso... Tivemos que entrar em uma loja de departamentos para fugir um pouco da muvuca. 





Ontem de manhã, fomos para Kanazawa. Estava bem frio também, e nevando muito! Se é que se pode chamar aquilo de neve... Estava mais para granizo. Era uma chuva congelada, que vinha de repente e acabava de repente também. Isso limitou um pouco o que poderíamos fazer, mas fomos no museu de arte contemporânea, que estava tendo uma exposição sobre arquitetos japoneses, para felicidade da Julia! XD Mas a exposição era bem legal mesmo. Uma parte era sobre o trabalho dos arquitetos nas áreas que sofreram com o tsunami, de recuperação, e era muito legal! A maneira como eles entendem a função da arquitetura é tão interessante! Tinha as partições do Shigeru Ban, e a estrutura temporária de papelão pra mim é muito mais admirável do que qualquer grande obra do Niemeyer, porque a função que ela exerce para mim é muito mais importante. Também tinha algumas coisas super legais sobre participação popular no projeto de prédios de utilidade pública. Os usuários podiam participar da definição do projeto. Isso também é super interessante, podia acontecer com mais frequência! 

Por outro lado, tinha coisas super autorais, malucas, várias que foram inclusive construídas! São bem impressionantes por outros motivos. Bom, deu pra ver que foi uma visita bem legal, né? Depois do museu andamos um pouco, depois fomos comer em um restaurante local e tropeçamos em um bar de cervejas artesanais. Foi um bom dia! Hoje o tempo estava feio de novo, mas fomos passear mesmo assim. Fomos no mercado, comemos kaitensushi e depois fomos no parque. Ufa! 




Kanazawa era uma cidade bem interessante a pesar do tempo ruim. Não deu tempo de fazer tudo que queríamos... E o pessoal da guest house onde ficamos era super simpático! A guest house inteira era muito legal, super bonitinha e aconchegante, e todo mundo tão receptivo! O dono já morou no Brasil e queria ter nos conhecido, mas não deu para ele ir lá no dia que ficamos... Foi uma pena. Mas esse é para voltar. Quem sabe com menos chuva congelada da próxima vez? 

Abraços!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Fotos!!

Torii em Miyajima

Subindo para o topo da ilha.


Café delicioso!!

Itsukushima jinja 

Final da tarde!

Nishiki market

Museu nacional de kyoto.

Com o Igor no Pub

Fushimi Inari

Sushi kyoto style: saba e tai 

Teto de um templo meio aleatório 

Kiyomizudera 

Kaiten: foi depois do final do último post!!

















quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Kyoto!

Olá a todos! Como estão vocês? Tivemos dois dias muito intensos em Kyoto. Depois do shinkansen aquele dia, nós chegamos rapidinho em Kyoto, andamos até o hostel, comemos rapidinho alguma coisa no bar do hostel e fomos dormir. Estávamos muito cansados!

No dia seguinte levantamos cedinho e... Estava chovendo! Tínhamos pensado em ir para Fushimi Inari, mas tivemos que mudar de ideia. Estava chovendo bastante, e ia ficar ruim pra fazer as coisas ao ar livre. Então, fomos para o Nishiki Market. Esse mercado fica na rua, mas a rua fica coberta. Estava super cheio de turistas, provavelmente porque foram todos buscar um lugar coberto. Mas meso assim era muito legal. A Julia e o Du não paravam de comer coisas nas barraquinhas. Eu comprei vários omiyagues. O ponto ruim foi que eu perdi meu guarda chuva amarelo =( Depois de vários anos sem perde-lo em sampa, no primeiro dia de uso já perco ele em Kyoto =_= fazer o que né? Tive que comprar um novo. O ponto positivo é que o novo guarda chuva é lindo e não custa os olhos da cara como seria no Brasil. nos divertimos bastante no mercado. Tinha muitas coisas boas, como tsukemono de tudo, conpeito, moti, goma, etc! Doces, chás.... Kyoto tem tudo de matcha que você possa imaginar! De lá, saímos em Teramachi, que tem muitas lojas. Demos uma voltinha, tinha alguma lojas legais de roupas de segunda mão. Comemos um lamen bem gostoso mas bem diferente: o caldo era branco, quase parecia leite! (mas acho que não era...) A carne de porco era uma delícia, era meio prensada, e levemente caramelizada. Muito bom!! 

De Teramachi, fomos em direção ao museu nacional de Kyoto, já que continuava chovendo. Depois de uma bela caminhada chegamos lá e encontramos com o Igor! O Igor é meu veterano da faculdade, e ele esta fazendo mestrado aqui com bolsa do mombusho. Tomamos uma café enquanto ele contava da vida dele aqui em Kyoto e depois fomos ver o museu. O museu era bem legal. Começava com algumas estátuas, quase todas de madeira, de templos budistas. Elas eram muito impressionantes, algumas bem grandes, com muitos detalhes. Muito antigas também, algumas eram do século 12. Tinha também tecidos, espadas, painéis, caligrafia, cerâmicas... Tinha uma parte que era pré histórica, tinha pedras lascadas, essas coisas. Achei engraçado, porque eu nunca tinha imaginado japoneses pré históricos. Mas é obvio que eles existiram... O nosso centralismo ocidental que nos faz ter essas ideias loucas. Outra coisa engraçada é que essas coisas muito antigas se parecem no mundo todo. Será que não existiam ainda as diferenças culturais? Será que aquilo que era feito milênios atrás era resultado de um desenvolvimento mais ou menos natural da humanidade, sem ainda existir uma cultura para diferenciar as coisas? Tinha coisas que até pareciam incas, astecas... Não sei, isso me impressionou um pouco. 

O museu era bem legal mesmo. De lá fomos comprar uma câmera pra Ju, e na Yodobashi Kyoto conseguimos encontrar. Depois fomos num pub tomarcerveja, e depois ainda fomos comer mais um lamen de janta. Estava bem gostoso, era um tsukemen, e estava bem apimentadinho. Por fim, ainda viemos até o bar do hostel e eu tomei um whisky japonês, que estava ótimo! Foi um longo dia!! 

Hoje, felizmente o dia amanheceu com o tempo bom. Por outro lado, estava mais frio do que os outos dias. Mesmo assim, coloquei dois pares de meia e fomos para o Fushimi Inari, andar pelos toriis vermelhos. E valeu a pena! Era muito lindo lá! Estava muito frio, ventando bastante, e estava bem cheio de gente. Subimos uma boa parte da montanha, mas não até o topo, pois era uma trilha de 4 km. A floresta é muito bonita lá, apesar de ser pertíssimo da cidade. A floresta parece muito sagrada por algum motivo. O animal do templo é a raposa branca, e tinha representações dela por toda a parte. Ela é a mensageira de Inari. Quando estávamos descendo, cruzamos um grande grupo de homens japoneses e eu ouvi um deles dizendo "kami ga okotteru!". Parecia mesmo que o deus daquela montanha estava muito bravo, porque as rajadas de vento estavam impressionantes. 

Fomos almoçar em Gion. O restaurante que o Du queria ir estava fechado essa semana, então fomos em outro, um pouco mais caro, comer sushi, kyoto style. É bem diferente, um sushi enorme, com o arroz muito prensado. O restaurante chamava izuu, e também é super antigo. Era muito bonito e silencioso. De lá, fomos andando visitar templos. Visitamos o Kennin-ji, depois fomos para o Kiyomizudera, passamos perto do Kodai-ji mas não entramos, e depois passamos pelo Yasaka Shrine. De lá decidimos voltar para o hostel para lavar roupa. Estava frio demais para ficar na rua! Aproveitei para escrever um pouco, e daqui a pouco vamos sair de novo para encontrar com o Igor. 

Aqui em Kyoto tem muitos turistas. Alguns turistas ocidentais, mas muitos turistas japoneses mesmo, e muitos turistas chineses. Em kiyomizudera, tinha muitas pessoas andando pra lá e pra cá com kimonos alugados. Eram bem bonitos, mas tinha várias meninas que dava para perceber de cara que eram chinesas. Eu nunca consegui explicar a diferença, mas existe mesmo. Uma coisa que ainda não encontramos foram turistas brasileiros. Porque será? 

Kyoto é bem bonita, e parece ser bem diferente do pouco que já vi de Tokyo. Tem muuuitos templos. E agora está bem frio, mas é muito gostoso também. Estou achando esses posts muito banais, mas não sei muito mais o que dizer nesse momento... Vou postar fotos então. Vou postar isso e depois colocar muitas fotos! 

Abraços a todos!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Shinkansen de novo

Nossa, passou-se só mais um dia, e fizemos tanta coisa que parece muito mais... Ontem chegamos bem em Hiroshima e fomos direto para o hostel deixar nossas coisas. O hostel logo de cara pareceu muito legal. Nosso quarto não estava pronto ainda, então deixamos as malas lá e saímos para comer. No caminho tínhamos visto um restaurante de udon que parecia bom, porque dava para ver da rua o local onde faziam o macarrão. Para,oa para almoçar ali, e estava uma delícia! Tomamos um saque para acompanhar. De lá, pegamos o bonde para irmos ao Genbaku Dome e Peace memorial. O dome é bem impressionante, e o parque é muito bonito. Fomos também no museu, que é bem pesado. Antes de virmos para o Nihon eu e o Du assistimos um documentário da BBC sobre a bomba atômica, então vimos várias das coisas que o documentário menciona, e é bem triste e pesado. Acho que a bmba tem algo de mais terrível do que os campos de concentração simplesmente pelo seu potencial destrutivo. 5 caras num avião para com uma única bomba acabar com o que imaginam fossem 350.000 pessoas. Isso das que morreram na explosão mesmo, eu acho. Sem contar em todas as que morreram depois, das queimaduras, ferimentos e radiação... Das crianças que nasceram com defeitos por causa da radiação também. No documentário, uma das coisas que mais me impressionou foi como alguns dos soldados demonstram não ter nenhum arrependimento, na convicção de que com isso salvaram milhares de vidas terminando a guerra antes do que ela acabaria. Mas será que o preço desse tipo de morte não é mais caro para a humanidade? 

Depois de andar pelo museu queríamos ir para o castelo de hiroshima, mas estávamos cansados. Fomos olhar mangás e depois uma galeria. Tomamos café, fomos no game center, fomos na uniqlo comprar roupas quentinhas. Comprei uma lã gostosa pra mim, porque ficar usando fleece na cidade é muito deprimente. Brasilero no frio só usa roupa de esqui, é meio feio =P 

Fomos jantar no Okonomiyaki Mura. O okonomiyaki de Hiroshima é diferente, é uma massa fininha na chapa, que parece crepe, com um monte de recheio em cima, bacon, um pouco mais de massinha e ovo. Também pode ter macarrão. É uma comida super gorda e super deliciosa! Comemos um montão. Depois, fomos num craft beer pub ali pertinho, tomar cervejas artesanais japonesas. Estava bem gostoso, e o Du ganhou uma revista sobre cervejas japonesas. Chegamos no hotel exaustos, e fomos dormir cedo. 

Hoje acordamos menos cedo: por volta das 7:30. Arrumamos nossas coisas com calma, e fomos para a estação de Hiroshima deixar nossas malas num armário. Tomamos café da manhã por ali enquanto a Julia ia trocar dinheiro. O Du já quis comer anago (enguia). Eu comi uma coisa curiosa que parecia um pouco tikuwa, mas era com camarão e era uma delícia. Depois, pegamos um trem local para Miyajimaguchi, de onde pegamos uma balsa. 

Chegamos em Miyajima por volta das 10 da manhã. A maré estava baixa, então pudemos nos aproximar do torii de 16 metros de altura que fica em uma das pontas da praia, perto do templo Itsukushima. Entramos no templo, que é lindo! Ele fica na praia, e é construído de um jeito que fica sobre a água quando a maré sobe. É muito bonito, com as cores laranja vibrantes das pilastras! Parece a cor das folhas de Momiji, de final de outono. A maior parte das árvores já estavam sem folhas, mas algumas ainda estavam lindas. O momiji tem folhinhas bem pequenininhas, e parecem feitas de papel. As árvores parecem pequenas obras de um artesão cuidadoso. Fomos seguindo as árvores para dentro da ilha, até chegarmos na entrada para o teleférico. Subimos, e depois caminhamos até o topo do mt. Misen. A caminhada foi um pouco cansativa apesar de não ser muito longa. Mas a vista lá de cima era muito bonita. Tem outras árvores bonitas também, muito matsu. Tinha alguns corvos também, e eram enormes! A ilha também é cheia de veadinhos, que ficam querendo roubar comida. Mas eles comem papel também! Um estava se aproximando do postal que eu comprei, e eu escondi rapidinho! Depois de descer, fomos comer uma almoço super atrasado, depois das três da tarde. Comemos mais enguia, e o Du e a Julia comeram kaki furai, ostra frita. Depois disso, começamos a maratona em direçao a Kyoto... 

O passeio foi muito bom, mas estou exausta. Andamos muito, e o trem agora está super quente e rápido, dá um pouco de tontura. Vou tentar postar fotos do hotel de novo. Queria comentar mais do passeio de hoje, mas estou mesmo muito cansada. Estamos ficando cansados cedo. Takvez seja bom fazer um passeio mais tranquilo amanhã, se não a gente não vai aguentar até Tokyo! 

Abraços!

domingo, 14 de dezembro de 2014

Shinkansen para Hiroshima!

Olá pessoal! Em primeiro lugar, queria dizer que eu estou melhor: fiquei com uma tosse, que ontem estava bem dolorida, mas hoje já está bem melhor, e acho que estou quase ficando boa. Ufa!

Bom, depois do último post, ja se passou bastante tempo! Mas ontem ainda estávamos todos muito exaustos da viagem, e como tínhamos essa viagem hoje, achei melhor esperar para escrever. O segundo vôo, de Doha para Tokyo foi bem melhor que o primeiro: estava vazio, e pudemos deitar. Depois da esxaustão da parada, desmaiei, nem comi o café da manhã, e praticamente acordei só em Tokyo, 9 horas depois. Em Haneda, ficamos um bom tempo até passarmos na imigração, e depois pegamos um transfer para o hotel. O hotel era bem pertinho, e logo já deu para percebemos as coisas japonesas que sempre são tão curiosas e divertidas. O Du foi comprar um jantar de kombini pra gente, e voltou com oniguiris e chás. Tomamos um banho quentíssimo e fomos dormir. No final das contas, acordamos cedo, 7 horas já estávamos de pé! Deve ser por causa do fuso... Algumas das coisas divertidas que tinham no hotel eram os sabonetes e shampoo, que não são de uso individual que nem no Brasil, mas são uns potões que dá para bastante tempo! E o espelho em uma área que não embaça! Super bom para logo depois do banho! XD

No dia seguinte o café da manhã também foi de kombini para juntarmos forças para a viagem até a casa do João. Aproveitei e comprei uma máscara por causa da minha gripe, e para ficar com muita cara de japonesa xDD.

A viagem até Kiyose foi bem tranquila, apesar da grande quantidade de bagagem. Encontramos com o João na estação, e fomos até a casa dele. Ele nos explicou algumas coisas, deixou a chave, e depois fomos passear e almoçar. Comi um karê gostoso num restaurantezinho, mas decifrar o cardápio foi um pouco desafiador! Tomamos chope também, e estava bom, mas me deu soninho... As fotos de kiyose e da casa vão ter que esperar, mas inacreditavelmente, esquecemos de tirar uma foto com o João =( 
Vai ter que ficar para uma próxima. Não ficamos muito também, porque estávamos exaustos e queríamos deixar nossas coisas no hostel. Fomos então para Asakusabashi, a estação mais próxima. Nosso hostel chamava-se Khaosan Ninja, e advinhem: o tema era ninja! XDD
O hostel era bem legal. As camas eram em uns quadrados de madeira, e dava para fechar. Tipo um capsule hotel, só que bem confortável. Foi divertido dormir lá, mas isso demorou ainda!

Deixamos nossas coisas e já saímos na direção de Akihabara, porque o Du queria comprar a câmera dele. Encontramos esse samurai divertido ali perto...


No caminho, paramos em uma Lawson. Queríamos tentar comprar entradas para o Ghibli Museum. Tínhamos ouvido dizer que precisava comprar com um mês de antecedência, mas decidimos tentar mesmo assim. A máquina estava toda em japonês, e eu achei que já estava esgotado, mas deu certo! /o/ Vamos no dia 26!


Fomos até Akihabara e fomos na Yodobashi. Meu deus, que coisa gigante e confusa! O.o era muito grande e tinha muuuita coisa! Deu um trabalhão encontrar a parte certa, com câmeras em inglês, etc! Só não conseguimos encontrar uma pra Julia, porque as simples estavam todas só em japonês! Mas lá tem muitas coisas bem legais, muitos filmes para a instax mini que eu vou comprar depois. Demos uma volta olhando acessórios de câmera, papéis para ampliação de foto, máquinas descartáveis... Muito legal. Saímos depois para dar mais uma voltinha em Akihabara. Passamos em um game center, mas estava meio estranho. Fomos em outro e eu e a Ju fomos tirar purikura. Mas era um meio engraçado, que coloca maquiagem na sua cara, e te deixa "mais bonita" xD as fotos ficaram muito engraçadas, foi bem divertido! O João tinha dito que Akihabara está muito diferente de uns anos atrás. Acho que a imagem que temos de Akihabara é daquela mais antiga. Hoje já mudou bastante... O game center tinha menos tipos de jogos, apesar de que encontramos o de taiko...



Foi bem divertido jogar! Mas não tinha tanto outros tipos, e muitos meninos só, jogando jogos de luta. Na parte de maquinhas de pegar bichinho, tinha menos bichinhos e muitas bonequinhas em caixas. Depois vamos voltar lá e explorar mais, mas esse primeiro contato foi um pouco estranho, diferente das expectativas. 

Estávamos morrendo de fome, então fomos procurar alguma coisa para comer. Andamos um pouco e encontramos um lamen, que estava cheinho, mas parecia bom. Compramos o ticket na máquina e ficamos esperando. Subimos depois de um tempo, e o lamen era uma delícia! O macarrão era bem grosso, e o caldo também, era bem "gordo"! Bem diferente dos que comemos no Brasil, mesmo nos bons como o Aska. O caldo era bem mais grosso, e o sabor era forte. Muito bom pro friozinho!


Na volta para o hostel o Du comprou cervejas em um kombini, mas as cervejas comuns daqui são muito ruins. Ruins diferente das ruins do Brasil. É estranho.... XD acho que não vamos mais comprar dessas normais! Tomamos rapidinho e fomos dormir mais ou menos cedo, porque hoje sairíamos bem cedo...

E foi assim: acordamos às 6, saímos às 6:30 do hostel, e às 7:30 estávamos no shinkansen para Shin-osaka.

Eu, dentro da minha "capsula"


A viagem de shinkansen é bem confortável. Comemos bentô de café da manhã, e vimos o monte Fuji pela janela. Estávamos no outono e de repente entramos numa tempestade de neve. Daqui a pouco, estava me esquentando ao sol mais uma vez. Tudo muito rápido! Em Osaka trocamos de trem, pegamos um que vai até Kagoshima, mas vamos descer em Hiroshima. A estação estava bem cheia, mas compramos um docinho para beliscar. E agora eu estou escrevendo...




É bem estranha a sensação, às vezes nem parece que estamos mesmo no nihon. Todo mundo fala nihongo à nossa volta, mas ao mesmo tempo, o nihongo é uma língua tão familiar... Eu não entendo tudo, mas soa normal. Aliás, meu nihongo mais ou menos tá sendo bem suficiente para me virar por aqui. É tudo tão diferente, mas é um diferente estranho, divertido, inesperado. Ainda parece meio um sonho, não muito realidade. Já tomamos infinitos chás, sucos, cafés, etc, das maquininhas. As comidinhas são todas deliciosas. Mas o nihon é um lugar tão engraçado moderno antiquado, uns contrastes tão malucos... Ainda não sei muito bem como analisar. Ele é estranho familiar, pra usar uma expressão meio freudiana. Sei lá. XD


Imagino que pra Ju esteja sendo uma experiência bem louca. De repente eu peço pra ela escrever alguma coisa aqui! Acho que ela vai ter bastante coisa pra dizer. As conversas com o João foram bem divertidas. Ele é brasileiro, mas nem sei quanto tempo ele morou lá nos últimos vários anos... Depois do mestrado na Coréia, meio voltar para o Brasil/Argentina, depois para Kiyose... São muitas experiências, não são? É engraçado, a gente falando em português, falar em japonês no restaurante, daí ele liga para a namorada falando em inglês, e depois para um amigo falando em espanhol. Que bagunça! O caos se espalha pra cidade. Mas não é porque é tudo caótico, como na Índia, por exemplo. Sim, tem muita coisa, muita gente em diversos espaços. Aí você vira uma rua, e não tem mais nada. Tem um lamenya tradicional, com uma bancada para 5 pessoas. Daí você vai no banheiro e a privada só falta falar. Isso é o caos do nihon, um caos de contrastes, de coisas que parecem que não deviam estar juntas, mas estão, e de algum jeito funcionam. Juntas, ou em paralelo... 

Daqui a pouco vamos chegar em Hiroshima. Está quase na hora do almoço e estou animada com o que vamos comer. O que será que vamos encontrar por aí hoje? Mais tarde volto a escrever. As experiências ainda estão sendo assimiladas. Eu queria colocar fotos, mas não consegui transfir direito. Mais tarde, no hostel, espero que tenha um computador, aí vou tentar postar direitinho.  

Abraços!

P.S. como voces ja devem ter visto, cheguei no compurtador do hotel e as fotos ja estao ai. So ficaram faltando os acentos nesse teclado...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Mais uma longa viagem

Doha, Qatar, 12 de dezembro de 2014, 03:31 da madrugada. 
Como o Du escreveu ou tentou escrever na postagem no blog dele, a temporalidade está bem esquisita. 

Essa viagem começa um pouco conturbada. Um dia antes da viagem amanheço com gripe. O que torna a já cansativa viagem de 13 horas que se inicia às 4:15 da madrugada de Guarulhos, ainda pior. Obrigada, okaasan, pela máscara. Entre mil pequenos cochilos, finalmente chegamos na nossa primeira parada. Atravessamos o Sudão e a Arábia Saudita pelo ar. O mais impressionante de sobrevoar a África, é ver como ela é um grande vazio populacional. Pequenas vilas aqui e ali, mas quase não há grandes cidades no nosso caminho. Quando anoitece, não há quase luzes a serem vistas. Na Arábia, por outro lado, há muitas luzes, formando linhas, quadradosm triângulos... Tudo muito alinhado, formando desenhos que nos fazem lembrar mosaicos. Minhas refeições chegam em preatinhos especiais, de acordo com o solicitado: sem lactose. Sem lactose ou com lactose, é comida de avião...

Chego em Doha com febre, mas esta vai passando com a ajuda to Tylenol. Depois de mais de 4 horas vagando finalmente nos sentamos em um café bastante confortável. Os aeroportos são quase tidos iguais hoje em dia. Este tem apenas uma loja de roupas quase-burca apenas. Fora isso, é o de sempre: duty free, burger king, cafés, lojas de marcas caríssimas. Ainda temos mais umas duas horas antes de embarcar na próxima parte da viagem. Aproveitamos a internet gratuita para ajudar a passar o tempo, e decido reviver o blog. Teremos várias viagens de trem no Japão. Acho que talvez isso não estivesse claro: estamos indo para o Japão. Eu, Du e Julia, que já foi nossa companheira de viagem antes. Vou tentar escrever para o blog com frequência. Vamos ver o que vai acontecer de interessante. Engraçado como quando estávamos viajando pela Bolívia, fazíamos várias viagens de 15, 20 horas e conseguiamos dormir quase o tempo todo. Os aviões realmente não são muito confortáveis. Já está bom para esta pausa? Volto a escrever de Haneda!

Abraços!

Talvez não seja tudo tão igual assim: nunca tinha visto um ursão desses. 

Kibe, Falafel e Butter Chicken *-*

Nós três! /o/

Finalmente um lugar que dá pra deitar.